Às vezes, ser bom no que se faz não é o bastante


“Um jovem escritor lutando para que sua voz fosse ouvida. Ele gostava de vinhos baratos. Durante seus dias, nada para fazer além de passear pelas ruas. Mas à noite, quando o resto da cidade dormia, ele escrevia.”

É assim que o narrador do filme As Palavras descreve o protagonista Rory Jansen (Bradley Cooper), um homem na faixa dos trinta anos, com muitas ideias na cabeça e pouco dinheiro no bolso. Ele acredita fortemente em seu talento e realmente trabalha duro há muito tempo para desenvolvê-lo.

http://www.youtube.com/watch?v=Jg7Z5DSpfA4

Escrever é mais do que um sonho. Contudo, durante os quinze minutos iniciais do filme, o que assistimos é o aparecimento das primeiras rachaduras nessa confiança:

  • Rory termina o projeto no qual vinha trabalhando nos últimos três anos e o envia para várias editoras, na esperança de que aconteça a publicação. A rejeição é geral.

  • Ao assinar mais um cheque para pagar as dívidas do escritor, seu pai sentencia: “Essa é última vez.” O constrangimento é nítido. No ponto mais acalorado da conversa entre os dois, ouve-se: “Quantos anos você tem? Onze?” A situação fica insustentável.

Assim, fica difícil imaginar como ele pode ter conseguido sua virada e se transformado no escritor aclamado e bajulado que usa uma limusine na primeira cena em que ele e sua esposa Dora (Zoe Saldana) aparecem. Ainda na época das “vacas magras”, não se sabe o momento exato em que acontece o “estalo” que o faz deixar de lado a síndrome de Peter Pan. Mas a urgência por mudanças parece afetar todas as ações seguintes: um trabalho formal, o casamento e o que fazer com o que há dentro da maleta.

Maleta? Sim. Durante a lua de mel em Paris, o casal adquire um exemplar, numa loja de antiguidades. De volta aos Estados Unidos, Rory encontra nada menos que um manuscrito dentro da tal maleta. Curioso, devora a história em poucas horas. Para completar o “milagre”, trata-se da obra mais impactante que ele já havia lido em toda sua vida. Foi quando ele percebeu que jamais seria um escritor de verdade.

O que vem depois é quase óbvio. O que faria qualquer pessoa na situação de Rory? O que eu faria com um presentão desses no colo? O que você faria? Será que é realmente óbvio seguir o caminho mais fácil? Quem nunca pensou em dar uma “maquiada” de leve no currículo? Ou se apropriar de uma ideia melhor que a sua no trabalho, cujo dono não se preocupou muito em proteger? Pode funcionar? Se nossa consciência permitir, pode.

Todos nós sabemos que às vezes, o fato de um profissional ser bom naquilo que faz não é suficiente para que se consiga o prestígio tão almejado ou em alguns casos, até a própria oportunidade no mercado de trabalho parece distante. O sentimento de impotência pode levar a medidas, digamos, desesperadas. Certamente isso, mas não somente isso, levou Rory a ceder à tentação, quebrando as regras do que seria considerado ético. Sua vaidade sempre foi parte importante da equação. Aí chegamos a outro ponto: quando a vaidade entra no jogo, por melhor que seja um profissional, é grande a possibilidade de que sua visão se turve, seu foco seja desviado e o objetivo principal, a razão de ser do seu trabalho, não seja alcançada. A necessidade de fazer sucesso se sobrepõe à paixão pela atividade exercida. No fim, a conta pode sair cara. Rory passa uma noite transcrevendo o conteúdo do manuscrito para seu computador. E dá tudo certo. O livro é publicado e ele se torna quem sempre quis ser. Só que não é bem assim. Ele sabe a verdade. É aí que os conflitos mais intensos do longa começam.

Existe outro personagem muito importante e que propositalmente cruza o caminho de Rory: o verdadeiro autor do livro. Melhor não dizer nada do que acontece daí por diante. Só uma curiosidade: para carregar a tinta e fazer mais forte o efeito “coitado”, o personagem é tão desprovido de tudo que nem nome tem. É apenas o “homem velho”. Assista e tire suas próprias conclusões.

Link: original: https://www.vagas.com.br/profissoes/oraculo/as-vezes-ser-bom-no-que-se-faz-nao-e-o-bastante/

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